segunda-feira, 24 de maio de 2010

A festa

Já na festa, ela dançou com vontade mas sempre perto dele.
Ele se excitava com aquilo, quando ela queria ir pra um lugar diferente o pegava pelas mãos e levava ele junto... Como uma namorada.
Ele sentia todos os homens daquele lugar olhando praquelas pernas, praqueles seios.
Ficava meio perturbado e resolvia mostrar que aquilo era dele! Pelo menos pra eles ele queria mostrar que era.
Dançava com ela colado, colocava a mão naquelas pernas e abraçava por trás,
Cheirava os cabelos, dava beijinhos no rosto dela.
Ela se virava e provocava ele, passando as mãos no rosto dele, descendo no peito
E parando em cima daquele pau que ela tanto queria provar.
Dava um sorriso e um selinho, falava no ouvido pra ele relaxar... que ela era só dele, pelo menos naquela noite.
Ela não esperava que boa parte das ‘presas’ de augusto estariam nessa festa.
Começou a ver que ele sorria pra uma, piscava pra outra.
Era gentil e sorridente com elas...
Ficou brava e tirou as mãos dele da cintura dela.
- Você vai com elas, me deixa aqui sozinha!
Pisando firme se dirigindo ao bar e pedindo uma cerveja.
Ele não podia ficar ruim com suas amigas, afinal, ela iria embora no domingo e ele ficaria ali.
Não foi atrás dela, conversou com todas distribuiu beijos no rosto e sorrisos...
Ela ficou olhando de longe, se remoendo um pouco... Ela se abalava fácil.
Tinha certeza que ele não era dela, aquilo abalava ela demais.
Ficou debruçada no balcão um bom tempo de olhos fechados pensando que poderia desistir dele ali e ir embora, seria só um cara que ela não conseguiu ter.
A amizade deles ia acabar ali, mas, ela não ia ter que se enciumar mais por nada.

Ele via ela lá sozinha de cabeça baixa e tinha vontade de pegar ela no colo e levar pra casa, mas tinha uma reputação a zelar não podia fazer aquilo e se queimar com as outras mulheres...
Os amigos dele começaram a chegar e todos começaram a falar da menina de saia rosa desanimada no balcão... Todos disseram que era a mais gostosa da festa.
Até que um resolveu investir.
Augusto enlouqueceu, deu umas desculpas, disse que era amiga dele e que tava ali porque estava passando mal, pra deixarem ela sossegada.
Bom, Marina pensou tanto em ir embora que o fez.
Levantou-se e saiu da festa... Do lado de fora tentou tomar um taxi ou ver se tinha algum ônibus por ali.
Augusto se desesperou quando não viu mais a menina por ali.
Saiu lá fora e viu que ela já estava distante, quase virando a esquina da rua da danceteria... Pegou o carro e foi atrás, preocupado.

- Marina, entra no carro. Vamos pra casa.
Ela respondeu, chorando.
- Não quero!
Ele disse então, sabendo que ela adorava ser submissa.
- Entra aqui agora, se não você vai apanhar! Não vou ter dó de você.
Ela então sorriu e respondeu.
-Cadê suas amigas?
-Deixa de bobagem sua desobediente, parou o carro e foi atrás dela.
Ela correu um pouco dele, mas sabia que não ia conseguir fugir e nem queria... Foi só um teatrinho pra deixar as coisas mais excitantes.
Ele a pegou no colo e a jogou no banco do lado trancou a porta dela e travou.
Entrou e fechou os vidros:
- Mulher nenhuma me dá trabalho assim sua vadiazinha, e deu um tapa nas pernas dela. Quando eu disser pra você vir, você vai vir e pronto, eu mando em você!!!
Ela abriu um pouco as pernas e começou a provocar.
- Ai Guto, não me bate não... olha como ela fica quando você fica bravo comigo...
Passou o dedo e colocou na boca dele.
-Sente o gosto dela, ela não se agüenta mais de vontade...
Beijou ele na boca e subiu no colo dele, se esfregando... Mordeu as orelhas dele e disse:
-Leva sua menininha pra casa que eu vou te mostrar umas coisinhas...
Ele colocou ela de volta no banco e foram pra casa, o mais rápido possível.

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